Eu quis ser o tipo de menina perfeita. Mas não sou. Eu choro, eu grito, eu sorrio, eu abraço as pessoas por nenhum motivo. Eu acordo descabelada, eu danço em frente ao espelho, eu faço meus shows no banho. Eu sou assim. Meio maluca, meio triste, meio alegre. Ninguém precisa ser perfeito para ser feliz.

Tocou, depois de meses o celular finalmente tocou e era ele. Não tinha mais aquele número na agenda, mas eu podia reconhecê-lo, eu sabia muito bem de quem se tratava. Realmente fui pega de surpresa, eu não esperava, não agora, depois de tanto tempo. Não atender seria covardia, seria assumir pra mim mesma que ainda me importo, que eu estava com medo daquela ligação. Mas atender significaria mostrar que ele ainda está no controle, que ele ainda pode falar comigo na hora que ele bem entende. Em meio os meus pensamentos e sem saber o que fazer o celular parou. Então me arrependi, que burra, eu tinha que mostrar que não me importo, eu tinha. Então tocou mais uma vez, ele nunca foi de desistir fácil mesmo. Então chamou, 1,2… e pronto, na 3ª eu atendi. Confesso que senti um medo, o que aquela voz que por muito tempo foi a melhor coisa que eu poderia escutar me causaria naquele momento? Mas não aconteceu nada, meu coração não apertou, a minha barriga não gelou e eu não sorri. E ele foi totalmente o contrário, estava nervoso, parecia como eu na primeira vez que nos falamos. Perguntou como eu estava, disse que tentou se manter afastado pro meu bem. Irônico, meu bem? A ausência dele foi o que mais doeu, foi o que me fez chorar durante dias consecutivos. Como uma pessoa diz que foi pro meu bem a coisa que mais me faz mal? Queria jogar tudo aquilo na cara dele, tudo que me fez passar. Mas não era necessário, ele sabia, ele era capaz de saber. Começou a falar do quanto sentiu minha falta, com aquela voz de choro que ele fazia que me deixava com o coração na mão. Mas dessa vez não me convenceu. E eu apenas pedi pra que ele parasse, porque aquilo não me importava, não mais. Mas ele insistiu, e eu acabei sendo grossa e ameacei desligar. Então ele se desculpou, e pediu pra que eu ficasse mais um pouco. Eu não precisava, eu não tinha obrigação de ficar, mas fiquei. Não por sentir alguma coisa, mas pra mostrar que sou melhor que ele. Que mesmo sendo magoada, mesmo ele não tendo um pingo de consideração por mim, eu não faria o mesmo. Eu não era assim. Começou a perguntar sobre a minha vida, apenas disse que finalmente eu tinha encontrado um caminho. Ele por sua vez começou a falar das meninas que encontrou pelo caminho, lógico que usou a desculpa de que estava tentando me esquecer, indiferente pra mim. Talvez a alguns meses atrás essa nossa conversa seria diferente, talvez eu correria pra ele como sempre fiz. Mas agora não. Agora tudo que eu sentia já não importava. Eu decidi que aquele garoto não tinha mais espaço na minha vida. Eu percebi quem sem ele era melhor, que ele não era o cara certo. Existiam vários outros caras melhores que ele. Caras que me faziam sorrir, e que valiam a pena. Foi bonito o que eu senti por ele, foi a coisa mais linda que eu senti. Mas foi também a coisa que mais me fez mal. Foi o que me fez conhecer os piores dias da minha vida. E eu decidi que além de não precisar, eu não o queria mais na minha vida. Ele jogou sujo na ligação, chorou. Eu por minha vez, não me comovi. Pedi pra que ele esquecesse meu número, que me deixasse em paz, assim como um dia ele me pediu e eu o atendi. Disse que me amava, que largava tudo pra ficar comigo. E eu? Eu apenas falei que não havia necessidade, que eu não queria ele do meu lado. Que o amor que eu senti por ele se esgotou. E não tem mais forças pra lutar. O amor também cansa de esperar, e o meu cansou de esperar por uma causa perdida.

Amor não acaba, não morre, mas se esgota. 

Você disse a ele: entra, fica à vontade, não repara na bagunça. O rapaz olhou em volta, está tudo organizado, nos trinques, cheiro de lavanda. Mas você se referia à sua vida.

Gabito Nunes    (via versificar)

Sorrir não mata. Viver não dói. Abraçar não arde. Beijar não fere. Rir não machuca. Você não tem motivos para não tentar ser feliz.

Renato Russo  (via appeaser)

Mas é horrível passar um dia após o outro sem ter certeza de nada.

The Vampire Diaries.  (via versificar)


Não importa quantos anos se passem, sei que alguma coisa continuará verdadeira para sempre.

Não importa quantos anos se passem, sei que alguma coisa continuará verdadeira para sempre.


Quando tá tudo indo bem, eu sempre tenho a sensação de que alguma coisa, no fundo, tá muito errada.

 Tati Bernardi. (via sem-sofrer)




Se está escrito “puxe”, não adianta empurrar.

Paulo Coelho.   (via promisse)

Página 1 de 541 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 »